Filed under: Mainstream | Tags: Alain Johannes, Alternativo, Avenged Sevenfold, Bolinho de bacalhau, Camping Comum, Camping Premium, Cavalera Conspiracy, Crashdiet, Delay Técnico, Gloria, Hair Metal, Incubus, Itu, Lilaprasada, Linkin’ Park, Luisa Micheletti, Multishow, Pista Comum, Pista Premium, Pixies, Queens of the Stone Age, Rahzel, Rock N’ Roll, São Paulo, SP, SWU, SWU Brasil, Tiësto, Yo La Tengo!
Bandas: Alain Johannes, Gloria, Crashdiet, Rahzel, Yo La Tengo!, Cavalera Conspiracy, Avenged Sevenfold, Incubus, Queens of the Stone Age, Pixies, Linkin’ Park e Tiësto.
O último e mais pesado dia do festival tem ótimos shows, um Queens Of The Stone Age inspiradíssimo e Cavalera Conspiracy como outro grande destaque!
Dia 03 – 11/10/2010
Não é nada fácil acordar depois de um dia realmente cansativo como o segundo dia do festival foi. Mas, é aquilo, sabíamos que o último dia do festival seria bem animal, dado o lineup! E já acordamos na pegada, mandando ver em um banhão e um belo rango para poder agüentar a maratona final de shows do SWU Brasil.
Claramente, o último dia era o dia mais esperado por todos, talvez com exceção do show do R.A.T.M., claro… E estranhamente, o último dia parecia ser o mais cheio. Até o camping estava mais cheio, coisa de louco, ou da bebida incessante também, pode ser… De qualquer forma, a pegueira ia ser absurda e rumamos para a Arena a fim de conferir o que seria o último dia.
Chegando por lá, pasmem! Uma fila absurdamente enorme e vagarosa para entrar. Explico: Finalmente, a segurança do local resolveu trabalhar e fiscalizava tudo e todos, ao ponto absurdo de confiscarem CIGARROS de quem entrava. Bem, lá dentro o maço era vendido ao exorbitante preço de R$ 10,00. É, até que confiscar cigarros de quem entrava era um bom negócio, não? Já dentro da Arena, havia começado o primeiro show do dia, o grande Alain Johannes!
Para quem nunca ouviu falar do sujeito, o músico de 48 anos foi integrante da banda Anthym, com ninguém menos que Hillel Slovak, primeiro guitarrista do Red Hot Chili Peppers, e Jack Irons, que foi baterista da mesma banda. Fora isso, trabalhou alguns anos com bandas e artistas como Chris Cornell, Queens of the Stone Age, Them Crooked Vultures, Mark Lanegan e The Desert Sessions (também com o pessoal do QOTSA), ambos como músico e produtor. Nos dias de hoje, ele faz parte da banda Spinerette, da musa Brody Dale, ex-Distillers.
Eu não conhecia o trampo solo do cara, mas fiquei abismado com a qualidade das músicas e o seu jeito simplista de tocar. É aquilo, Josh Homme (do QOTSA) falou que a banda só tocaria se Alain também tocasse no SWU, então coisa ruim não era e não foi mesmo. Ponto para ele e para o festival!
Set-List:
1. Endless Eyes
2. Return to You
3. Speechless
4. Gentle Ghosts
5. Making a Cross
6. Make God Jealous
Gloria
Os caras mandaram bem no palcão e som estava bem regulado. Pode dizer o que quiser, mas os caras fizeram um bom show. Guitarrera, barulheira, gritaria, coisa boa. Show bom sim senhor, mas eu também já tava locão, então cês tão ligado como é, né?
Set-List:
1. Vai Pagar Caro Por Me Conhecer
2. Quando Tudo Terminar
3. Inimigo do Tempo
4. Tudo Outra Vez
5. Agora é Minha Vez
6. Anemia
7. (Re)Nascido
8. Asas Fracas
O Crashdiet! foi um dos shows mais legais que vi por lá. Os roqueiros suecos do metal-cabeleira representaram com um som bem legal de se ouvir e trajes infitamente melhores do que os de muitas bandas por aí! Tava um solzão já na Arena e foi muito legal ter podido ver a banda. Vale a pena o confere!
Rahzel
Fiquei de cara com o show do rapper americano que contava com um DJ doidaralho nas pick-ups. Acho que o cara era irmão do Diego Souza, do Vasco, tamanha a semelhança. Eu também não conhecia nada do som dele, mas o DJ tocando com os pés foi um dos destaques, com certeza! Aprovado o show do malandro, no momento “gandja” do rolê!
Yo La Tengo!
Essa é uma banda que eu sempre respeitei e que queria muito ver o show. E ninguém ficou decepcionado. Bem, algumas pessoas sim. Infelizmente tem sempre uma meia dúzia de idiotas intolerantes que não sabem o que estão fazendo em um show como esse e não respeitaram a banda, o que acabou se alastrando um pouco.
Resultado: o show foi um pouco mais curto do que deveria e como um belo presente para os idiotas, a banda deixou o palco debaixo de uma tempestado de microfonias misturadas com fuzz e guitarras desafinadas. LINDO!
Set-List:
1. From a Motel 6
2. Today Is The Day
3. Periodically Double Or Triple
4. Autumn Sweater
5. Nothing To Hide
6. Tom Courtenay
7. Sugarcube
8. Pass the Hatchet, I Think I’m Goodkind
Cavalera Conspiracy
Eis que então, abre-se o palco para a banda dos irmãos Cavalera. O Cavalera Conspiracy chegou ao SWU como uma das grandes bandas a se apresentar e não deixaram por menos. JOgando em casa, apostaram na poderosa sintonia de Max e Iggor para que o show fosse brutalmente legal!
Começaram com a porrada “Inflikted”, emendada por “Sanctuary” e “Terrorize”, do primeiro álbum da banda. Aí que veio um dos momentos que todos esperavam: “Refuse/Resist”, do Sepultura que foi um petardo sensacional no show e que prova que nada é mais justo do que ouvir Sepultura com os verdadeiros Sepulmen tocando a parada. Nota 10!
O show seguiu com mais canções da banda, além de Wasting Away, cover do Nailbomb, antiga banda de Max e contou ainda com mais canções do Sepultura como “Attitude”, “Troops of Doom” que quase fez um amigo meu ter um ataque de fúria no meio da platéia e fecharam o show com Roots Bloody Roots. Sow perfeito.
Set-List:
Inflikted
Sanctuary
Terrorize
Refuse/Resist (Sepultura)
The Doom Of All Fires
Hex
Wasting Away (Nailbomb)
Hearts of Darkness
Attitude (Sepultura)
Ultra-Violent
Warlord
Troops of Doom (Sepultura)
Roots Bloody Roots (Sepultura)
Avenged Sevenfold
O que falar dos universitários do Metal? Duas coisas:
- O show É chato SIM e só o PORTNOY salvou a banca, pois o malandro toca bem demais.
- E… Ter de ouvir um pirralho, ao meu lado, “enxotando” os Cavalera Conspiracy do palco, antes do show desta banda, foi de foder. Mal sabia o elemento que se não fosse por aqueles dois filhos-da-puta ali em cima, ele não estaria ali, sua mãe não estaria toda preocupada em casa e a cambada de crianças que estava lá para ver o “Menudo do Metal” teria economizado uma bela grana.
Bem, logo após os meninos, foi a vez de uma banda que eu, particularmente, gosto muito: Incubus.
O show dos caras não teve nada de muito diferente de suas apresentações aqui no Brasil anos antes. Obviamente, a banda composta por Brandon Boyd, o talenstosíssimo guitarrista Mike Einziger, Chris Kilmore, Ben Kenney no baixo e o baterista Jose Pasillas não deixaram dúvidas de que são, de fato, uma excelente banda ao vivo e que conta com músicos realmente competentes.
Com um set-list poderoso a banda iniciou o show com “Megalomaniac”, do álbum “A Crow Left of the Murder”, sendo seguida por um dos singles do álbum “Light Grenades”, “Anna Molly”, com a galera cantando junto com a banda. À partir daí o que se viu foi um desfile de hits dos caras como “Nice to Know You”, “Pardon Me” logo de cara e “Drive”. Particularmente, o ponto alto do show foi “Look Alive”, um dos b-sides da banda e que mostrou toda a competência de Brandon como vocalista e performer.
Um show sincero, rápido e sem firulas de uma das bandas mais inventivas e indefiníveis do rock. Foda!
Set-List:
1. Megalomaniac
2. Anna Molly
3. Nice to Know You
4. Pardon Me
5. Circles
6. Make Yourself
7. Oil and Water
8. Drive
9. A Crow Left of the Murder
10. Are You In?
11. Look Alive
12. The Warmth
13. Love Hurts
14. Wish You Were Here
Agora peço licença por que não há como ser imparcial quando se trata de uma das bandas mais sensacionais dos últimos anos, Queens of the Stone Age.
Eles foram o motivo de eu querer ir ao SWU, em primeiro lugar, aí depois veio o RAGE e aí é só quem tava lá para dizer o que foi o absurdo deste show. Com cerca de 45 minutos de atraso devido a um singelo “delay técnico”, que deixou muita gente, inclusive eu, com cara de interrogação, a banda entra no palco já tocando o petardo “Feel Good Hit of the Summer” que logo de cara já ganhou as cerca de 60.000 que lá estavam. Sendo cantada do começo ao fim por todos, o incrível Josh Homme, Troy Van Leeuwen, o primata doidão da batera: Joey Castillo, Dean Fertita e Michael Shuman pareciam não acreditar no que viam a sua frente.
“The Lost Art of Keeping a Secret” seguiu os trabalhos de uma banda que só precisava do palco e mais nada. Deu pau no telão, chiado no som, mas a banda se manteve absurdamente focada em fazer o que foi o eleito o melhor show do dia, no Festival. Também pudera, um set que contou com “Sick, Sick, Sick”, “Burn the Witch”, “Do It Again” e “I Think I Lost My Headache”, que ficou termendamente boa ao vivo, no primeiro “bloco” de show não tem como ser ruim.
A banda é uma “entidade” única ao vivo, um bloco sonoro poderosíssimo que faz todos ficarem de queixos caídos a cada canção.
Parando o show para agradecer a todos, Josh diz que adoraria saber se expressar melhor para dizer como a banda estava se sentindo naquele momento, mas a única coisa que poderiam fazer para expressar esse sentimento, era tocando para todos nós. Foi aí que iniciaram “No One Knows” e a Arena Maeda quase desmoronou em catarse. Foi um momento sensacional, sendo o show fechado com a fantástica “A Song for the Dead”. Simplesmente o show mais foda de todo o Festival.
Set-List:
1. Feel Good Hit of the Summer
2. The Lost Art of Keeping a Secret
3. 3′s & 7′s
4. Sick, Sick, Sick
5. Monsters in the Parasol
6. Burn the Witch
7. Long Slow Goodbye
8. In My Head
9. Little Sister
10. Do It Again
11. I Think I Lost My Headache
12. Go With the Flow
13. No One Knows
14. A Song for the Dead
Me desculpem os fãs de Pixies, mas não gosto da banda. Nunca gostei e achei um saco o show dos caras. Mesmo não sendo ã, a impressão que me deu foi a de uma banda “cansada” que só estava ali cumprindo tabela. Mas, o público gostou e muito, dada a alegria que vi na geral.
Set-List:
1. Bone Machine
2. Isla De Encanta
3. Tame
4. Broken Face
5. Nimrod’s Son
6. Debaser
7. Wave Of Mutilation
8. Here Comes Your Man
9. Monkey Gone To Heaven
10. Mr. Grieves
11. Crackity Jones
12. Caribou
13. La La Love You
14. No. 13 Baby
15. Gouge Away
16. Velouria
17. Dig for Fire
18. Allison
19. Hey
20. U-Mass
21. Vamos
BIS:
22. Planet Of Sound
23. Where Is My Mind?
24. Gigantic
Depois do Pixies, rolou o Linkin’ Park e digo que foi insuportável. Sem mais.
Tiësto
Um dos maiores, senão o maior DJ do mundo, o holandês Tiësto já é um habitué da Arena Maeda devido às inúmeras raves que acontecem no local onde ele sempre esta presente. Pessoalmente, gosto muito do trabalho dele e nesta apresentação trouxe canções do álbum que estava lançando ali, Kaleidoscope.
Confesso que depois de umas 5, 6 faixas eu desisti, voltei para o acampamento, ainda com muito frio, onde ainda pude ouvir “Century”, a faixa mais legal do álbum e uma das minhas prediletas.
Set-List:
1. Kaleidoscope
2. C’Mon
3. Escape Me
4. Pacha On Acid
5. Who Wants To Be Alone
6. I Am Strong
7. Feel it in My Bones
8. Warp 1.9
9. The Silence
10. Lyposuct Pyramid
11. Papillon
12. Tweak Your Nipple
13. Heartless
14. This is Be
15. The Island
16. The Island – Part II
17. Tell me Why Life is Wonderful
18. Traffic
19. In the Dark
20. Love Comes Again
21. Speed Rail
22. Century
23. Forever Young
24. Satisfaction
25. Adagio for Strings
Veredito do dia: A Idade da Pedra deve ter sido uma época BEM legal, viu?
Últimas considerações:
Chuveiros: Surpreendeu todo mundo sendo um esquema muito legal para se tomar banho, além de relativamente higiênico e bem organizado. Óbvio que não é um hotel 5 estrelas, mas quem espera conforto total num camping tem mais é que se foder. O banheiro masculino contava com 20 chuveiros. O feminino, uma cabine com 10 chuveiros. Muitas pessoas, inclusive eu, viram ali que um banho de 07 minutos realmente é muita coisa. Ponto positivo para o festival pelo esquema do banho.
Comida – Dentro da Arena: Os quiosques que haviam eram da Nestlé com bolachas, cafés e achocolatados, Espetinhos Mimi, Gordão Lanches (vencedor de maior fila), Pizza Point e Lilaprasada. Alguns muito caros e com filas demais… Mas, era o que tinha lá dentro e ou esperava ou não comia. Mas, dava-se um jeito. No fim das contas, a organização do Lilaprasada fez a diferença e, para mim, foi a melhor opção de alimentação lá dentro. Uma pena não ter chegado até eles no primeiro dia.
Comida – Fora da Arena: O restaurante self-service do Maeda era muito bom, com uma grande variedade e servido na hora certa e na quantidade certa. Almocei dois dias neste esquema pagando R$ 20,00 para comer à vontade. Como não sou nenhum Shrek, me alimentei bem, mas com um prato que eu pagaria, facilmente, R$ 7,00 fora de lá. Fora este, barracas de peixe, milho, açaí, comida baiana e mais… Tudo relativamente barato e com diversidade. Destaque para o espetacular bolinho de bacalhau… Meu amigo Baulo que o diga!
Só uma ressalva: Lá os vendedores são bem espertos! No segundo dia, tudo já estava um pouco mais caro do que no primeiro. Se isso acontece em outros eventos eu já não sei dizer… Mas, rolou no SWU.
Banheiros Químicos: Como diz meu amigo Passa-Mal, “os banheiros químicos são o sinal de que a humanidade vai acabar um dia!”
Veredito final: Se você foi, tá ligado. Se não, só lamento.
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